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Mês: julho 2014

Jegues esperam por adoção no RN

Sem valor comercial, jumentos que são apreendidos nas estradas do Rio Grande do Norte esperam adoção em uma fazenda na região de Apodi (337 km de Natal). O local abriga cerca de 900 animais, que são mantidos pelo poder judiciário no local e custam R$ 1,50 por dia –R$ 40.500,00 por mês.

Os animais estão abrigados na APA (Associação de Proteção aos Animais) de Apodi, que foi fundada em outubro de 2013, após um levantamento do MPE (Ministério Público Estadual), que verificou que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) estava com problemas para destinar os animais apreendidos nas estradas por causa da alta demanda de apreensões.

Somente neste ano, foram 666 jumentos apreendidos pela PRF nas estradas da região Oeste do Rio Grande do Norte.

Jumentos são abandonados nas estradas depois de substituídos por máquinas e motocicletas nas fazendas.

Um levantamento do MPE apontou que entre os anos de 2010 e 2013 ocorreram 100 acidentes na região oeste do RN envolvendo jumentos soltos nas rodovias. Segundo Brito, 60% tiveram vítimas fatais.

Nesta segunda-feira (30), o pedreiro Janivan Deoclécio da Silva, 60, morreu ao se envolver em uma colisão com um jumento que estava solto na BR-405, próximo ao município Taboeiro Grande (378 km de Natal).

“Ninguém apareceu para resgatar nenhum desses 900 animais que estão na APA”, disse o promotor de Justiça, Silvio Brito, que defende que o abate de jumentos para o consumo da carne pela população em geral.

A Câmara dos Deputados faz uma audiência pública para discutir a utilização da carne de jegue nas refeições de alunos da rede pública e detentos do RN.

Tratamento

Na APA, os jumentos são acompanhados por veterinários e alimentados com ração à base de milho e os que estão doentes são tratados com medicamentos e suplementos alimentares.

“Os jumentos estão à espera de adoção, de pessoas que se interessarem em criá-los ou ainda empresários que se quiserem investir no ramo de restaurantes para usarem a carne abatida”, disse o promotor.

O médico veterinário Genecleiton Almeida, mestre em segurança alimentar e saúde pública pela Universidade de Lisboa, em Portugal, também defende que a carne de jumento faça parte do cardápio dos brasileiros.

“Não vejo problema técnico no consumo da carne de jumento, desde que esse animal esteja dentro das condições sanitárias e dentro de uma linha de abate específica. O problema é a questão cultural, que as pessoas ainda têm resistência em consumir carne de jumento”, disse Almeida.

Aliny Gama Do UOL, no Recife

 

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“Aliança de Henrique e Wilma é oportunidade única para o RN”, diz ex-deputado Paulo de Tarso

Em visita ao município de Santana do Matos, onde participou no último sábado (26) da procissão em homenagem à Nossa Senhora de Sant’Ana, o candidato a governador do PMDB, Henrique Alves, recebeu o apoio da prefeita Lardjane (DEM) e do ex-deputado estadual Paulo de Tarso Fernandes.

O ex-deputado recebeu Henrique em sua casa e declarou o voto no candidato do PMDB. “Henrique reúne as condições para melhorar o RN. O Estado chegou a um ponto onde é preciso união política e união de propósitos em favor do avanço em todos os setores”, disse Paulo de Tarso, que também apóia a candidatura de Wilma de Faria (PSB) ao Senado.

“Desde que iniciei a vida política acompanho o PMDB e sigo orientação de Garibaldi e de Henrique. Vejo esta aliança como uma oportunidade única do RN, porque vamos juntar o êxito do presidente da Câmara Federal, um dos políticos mais importantes e articulados do país, com a enorme experiência de Wilma, já colocada em prática como uma deputada constituinte nota 10, além de prefeita e governadora aprovada”, acrescentou Paulo de Tarso.

A prefeita Lardjane falou sobre a importância de votar na chapa Henrique e Wilma. “Henrique governador será importante para conseguirmos maiores investimentos para nosso estado, com sua forte atuação em Brasília, além de articulação com outros países. E temos certeza que Wilma vai ajudar como uma ex-governadora que já contribuiu muito com nosso município e estado. Só quem tem a ganhar com essa aliança é a população”.

Também apoiam os candidatos da coligação ‘União pela Mudança’ o vice-prefeito Edvaldo Junior (PMDB), o ex-deputado federal, Cipriano Correia (PMDB), o ex-deputado estadual Neto Correia (PMDB), o vereador Mago de Miro (PSD), além de outras lideranças municipais.

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Rafael Motta cumpre agenda em Janduís, Patu e Umarizal e ouve lideranças locais

Presidente estadual do PROS, o vereador Rafael Motta cumpriu agenda de visitas no interior do Rio Grande do Norte. Candidato a deputado federal, Rafael esteve nas cidades de Janduís, Patu e Umarizal e conversou com lideranças políticas sobre as realidades e pleitos dos municípios. 

A primeira cidade visitada foi Janduís, onde Rafael Motta foi recebido e conversou com a prefeita do PROS, Lígia Félix, e assistiu a missa local. Depois, Rafael Motta visitou o município de Patu, para conversar com o ex-prefeito Possidônio Queiroga, conhecido como Popó Queiroga, e o filho dele, Thacio Queiroga, que é um dos vereadores mais populares da cidade.

Em seguida, Rafael Motta ainda foi para a cidade de Umarizal, onde foi recebido pelo ex-prefeito Rogério Fonseca; o presidente da Câmara Municipal, Washington; os vereadores Naldo e Bazoca e a liderança Chico de Brancar. No município, Rafael Motta ainda assistiu a formatura de estudantes locais e prestigiou a vaquejada da cidade.

Nesses encontros, Rafael Motta conversou sobre os problemas e necessidades de cada cidade. O presidente do PROS no Rio Grande do Norte defende o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), como forma de recuperar o poder de investimento das cidades.

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CONSEPE aprova adesão da UERN ao ENEM/SISU a partir de 2015

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), aprovou por 18 votos a favor e duas abstenções, a adesão da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), ao ENEM/SISU. A partir de agora, a instituição passará a adotar o ENEM como única forma de ingresso, já para o primeiro semestre de 2015.

Antes dos conselheiros votarem a adesão, eles assistiram a uma exposição do diretor da Comissão Permanente do Vestibular da UERN (COMPERVE), professor Egberto Mesquita. Entre outros pontos, ele explicou quais as alterações que o Exame Nacional do Ensino Médio provocará em relação ao Processo Seletivo Vocacionado (PSV).

Segundo o professor, como o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), determina respeito à autonomia das universidades que adotarem o ENEM, a UERN poderá definir peso diferenciado nas provas, mantendo a mesma sistemática do vestibular vocacionado. Outro diferencial será o regime de cotas para portadores de necessidades especiais (PNE), aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. “As políticas de cotas sociais serão mantidas”, adiantou o diretor da COMPERVE, lembrando que também não haverá prejuízo para os alunos da rede pública de ensino, antes amparados também por uma lei estadual. As regras do ENEM asseguram cotas para os alunos oriundos das escolas públicas. Isso significa que todos os benefícios do PSV serão mantidos.

A Pró-Reitora de Ensino de Graduação, Inessa Linhares, explica que o ENEM será adotado para todos os cursos da UERN. Inessa adianta que mesmo com a aprovação pelo CONSEPE, a Universidade seguirá todo o calendário universitário que prevê para o dia 15 de setembro, a publicação do edital quando serão definidas as vagas e todas as normas para o ingresso na instituição.

Depois de aprovar internamente as normas para o ingresso, a UERN assinará termo de adesão ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que permitirá a participação dos alunos nas políticas de assistência estudantil como FIES, PROUNI, Ciências Sem Fronteiras e outros programas do governo federal.

A adesão ao exame e ao sistema do Ministério da Educação possibilitará, ainda, o direcionamento de uma verba de R$ 2 milhões e 250 mil como incentivo aos programas de assistência estudantil da UERN.

O reitor Pedro Fernandes lembrou que antes da aprovação pelo CONSEPE, colegiado competente para definir a forma de ingresso-, a adesão da UERN ao ENEM foi amplamente discutida com a sociedade potiguar. A Universidade participou de audiência pública na Câmara Municipal de Mossoró, realizou fóruns de debates no âmbito da universidade e anunciou a possibilidade de adesão nos órgãos de comunicação e em todas as ocasiões onde o assunto foi tratado. “ A discussão do ENEM na UERN, tornou-se pública”, reforçou o reitor.

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Caicó: MPF denuncia queima em lixão e Justiça determina solução do problema

O Ministério Público Federal (MPF) em Caicó acionou a Justiça diante do desrespeito da prefeitura local ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que previa a redução dos impactos ambientais provocados pelo “Lixão de Caicó”. O MPF constatou que os resíduos despejados no local continuam sendo queimados, gerando grande volume de fumaça que atinge uma cidade vizinha, São Fernando. O judiciário determinou 72 horas para o Município sanar a irregularidade.

O procurador da República Bruno Lamenha visitou o local na última quinta-feira (17) e confirmou as informações que havia recebido – através de imagens, denúncias e notícias – de que vem sendo realizada a queima de lixo a céu aberto no lixão, localizado na confluência dos rios Sabugi e Seridó, próximo à divisa com São Fernando. A irregularidade representa um risco à saúde dos moradores da cidade vizinha, cuja sede se encontra a apenas 18km de distância da zona urbana de Caicó.

A “fumaça tóxica” gerada da queima vem cobrindo boa parte do território de São Fernando. “Foi possível constatar, na observação in loco, que, de fato, o fogo tem sido utilizado largamente na área para a queima, a céu aberto, de resíduos sólidos, de maneira que o volume de fumaça identificado na área e a proximidade geográfica com o município de São Fernando dão suporte fático, à primeira vista, à notícia (de que a queima pode estar prejudicando as condições ambientais da cidade vizinha)”, aponta o representante do MPF.

Na visita ao local, o procurador observou um grande volume de material já queimado, além de labaredas visíveis a olho nu, concluindo que a queima têm sido utilizada de forma reiterada, “ou seja, há uma intencionalidade por trás do ilícito, não sendo razoável supor que se trata de focos isolados de incêndio”.

Decisão – O juiz da 9ª Vara Federal, Halisson Rêgo Bezerra, determinou que a Prefeitura de Caicó seja intimada a cessar com a irregularidade, no prazo de 72 horas. Ele aumentou a multa diária por descumprimento de R$ 200 para R$ 1 mil. Determinou ainda a aplicação de multa extra de R$ 1 mil a cada novo evento de queima de resíduos sólidos na área do “Lixão de Caicó”. O Município deverá comprovar a adoção de medidas juntando fotos ou vídeos que demonstrem a solução do problema.

O TAC assinado em 2 de setembro de 2009 obrigava a Prefeitura de Caicó a minimizar os impactos ambientais provocados pelo despejo de resíduos a céu aberto e, em um acordo firmado em novembro de 2012, o Município se comprometeu a “de imediato, eliminar focos de queimadas de lixo e fontes de geração de fumaça através, inclusive, do reforço da vigilância e da proibição de acesso daqueles catadores que forem flagrados gerando focos de fumaça”.

Outros TACs e acordos de teor semelhante foram assinados com diversas prefeituras da região do Seridó e a adoção das ações previstas vem sendo acompanhada pelo Ministério Público Federal.

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Sesap e MP fiscalizam cumprimento do Ponto Eletrônico do Hospital Regional de Pau dos Ferros

Uma equipe de técnicos da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) segue, na próxima segunda-feira (28), para a cidade de Pau dos Ferros, sede da VI Região de Saúde, para dar continuidade ao Projeto de Fiscalização e Otimização do Ponto Eletrônico nos hospitais da Rede Estadual. A visita, que faz parte do cronograma estabelecido para todas as Regiões de Saúde, ganhou agora um novo componente após a instalação, pelo Ministério Público, de um Inquérito Civil com o objetivo de apurar denúncias de irregularidade no cumprimento do Ponto Eletrônico no Hospital Regional de Pau dos Ferros.

Ontem, a promotora Iara Maria Pinheiro de Albuquerque encaminhou ofício à Sesap, requisitando a visita da equipe de Coordenação de Recursos Humanos com a finalidade de fiscalizar as denúncias. Segundo o documento, a representação do MP está apurando a ausência constante de médicos plantonistas no Hospital Regional Cleodon Carlos de Andrade, com descumprimento de carga horária, apesar de haver escalas de plantão diárias.

O MP encaminhou à Sesap uma cópia de relatório da situação já apurada pela 3ª Promotoria de Justiça, destacando notícias das constantes ausências dos médicos aos plantões e os excessivos atestados médicos apresentados na unidade que comprometem a prestação da assistência hospitalar.

“Desta forma, considerando a importante parceria instituída entre o Ministério Público e a Secretaria Estadual de Saúde que resultou na implantação do controle de frequência dos servidores, é que solicitamos a fiscalização que é uma arma contra a prática abusiva de burla do expediente no âmbito dos Hospitais Regionais”, afirma a promotora Iara Pinheiro.

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Polícia Civil deflagra operação Thypon em Natal e em cidades do Seridó

A Polícia Civil com apoio da Polícia Militar deflagrou nas cidades de Natal, Currais Novos, Parelhas e Caicó uma operação para combater o tráfico de drogas. A delegada Sheila Freitas da Divisão de Combate ao Crime Organizado (DEICOR) e o delegado Odilon Teodósio da Delegacia Especializada em Homicídios comandaram a operação que teve a participação de oitenta policiais.

A investigação que culminou com a operação na manhã de hoje foi iniciada há oito meses por policiais da delegacia da cidade de Parelhas e foi passada para o DEICOR, quando os agentes descobriram que os crimes cometidos pela quadrilha se tratava de uma ação do crime organizado.

As investigações apontam que a quadrilha movimentava em conta bancá;rias no nome de laranjas cerca de três milhões de reais e que os rendimentos eram oriundos da ação de Edson Gonçalves de Macedo, conhecido como “Loprão”, porque os seus pontos de distribuição de drogas já tinham se expandido para os estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco, além de ter conexões com quadrilhas do Acre e de alguns países sul americanos.

Os policiais informaram que Loprão conseguiu essas articulações com outros traficantes que ele conheceu nos presídios federais de Rondônia, Mato Grosso e Mossoró, além de ser ligado a facção criminosa Comando Vermelho.

A Polícia Civil já a conseguiu apreender no mês de junho no Rio Grande do Norte 700 quilos de maconha e R$ 210 mil em dinheiro que estão depositados em uma conta judicial, também foi apreendido 100 quilos de maconha do grupo no Estado da Paraíba.

Na operação  foram presos por intermédio de mandado de prisão Ismael da Silva  Bezerra, Maike Tony Batista Ribeiro, Alex Dhiago Silva Araujo,  Márcio Cássio Soares  dos Santos, Ivanilson Epifânio  da Silva. Já estavam presos  José Orlando Dias de Azevedo, , Elizandra Souza dos Santos, Jhonattan  \jorge Bezerra do Nascimento Costa Monteiro. Jaison  de Souza Azevedo, não  tinha  prisão decretada , mas foi autuado em flagrante por ter sido encontrado em sua residência , Maconha  e Crack.

A polícia durante a operação apreendeu dois revolveres  calibre 38, uma espingarda calibre 44, munições  e três mil e novecentos  reais  em dinheiro.

A Policia identificou um patrimônio considerável da quadrilha:

PATRIMONIO IDENTIFICADO DA  ORGANIZAÇÃO:

  • No decorrer da investigação foi possível identificar vários imóveis, terrenos, veículos e outros bens pertencentes a Organização, dentre eles estão:

1. O1 TERRENO NO BAIRRO DE PONTA NEGRA NATAL/RN.

2. 02 TERRENOS NA CIDADE DE MACAIBA/RN.

3. 02 TERRENOS NA CIDADE DE SÃO JOSÉ DO MIPIBU/RN.

4. 01 TERRENO NA CIDADE DE PARELHAS/RN.

5. 02 RESIDÊNCIAS NA CIDADE DE PARNAMIRIM/RN.

6. 01 VEICULO TO TIPO HB-20, ANO 2013.

7. 01 VEICULO DO TIPO JETTA, ANO 2011.

8. 01 VEICULO DO TIPO GOL, ANO 2014.

9. 01 VEICULO DO TIPO CORSA, ANO 2010.

10. 01 VEICULO DO TIPO CELTA, ANO 2010.

11. 03 MOTOCICLETAS.

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Prefeito de Caicó assegura doação de terreno para campus da UERN

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) conseguiu a garantia do prefeito de Caicó, Roberto Germano, que o terreno onde foi construída a Escola Estadual Joaquim Apolinar (EEJA) será doado pelo município para que o governo do Estado possa repassar a titularidade do imóvel para a instituição.

O acerto foi feito em uma rápida reunião entre o reitor Pedro Fernandes, a governadora Rosalba Ciarlini, o prefeito Roberto Germano, o diretor do campus, Álvaro Lima, o coordenador de Enfermagem, Ildone Forte; o vice-coordenador de Odontologia, Eudes Euler, e o ex-diretor do Campus, Padre Costa.

Pouco antes do encontro o reitor explicou que o governo, através da Secretaria Estadual de Educação, já havia assegurado a doação do imóvel que será adequado para o campus avançado.

Para que o governo encaminhe à Assembleia Legislativa o projeto doando a Escola para a UERN é preciso que a Prefeitura oficialize a doação do terreno onde a unidade foi construída.

Com a posse do imóvel, a UERN poderá usar recursos do Pro-investe para o novo Campus de Caicó. O financiamento no valor de R$ 6,2 milhões feito pelo governo do Estado junto ao Banco do Brasil foi aprovado pela Assembleia Legislativa e garantirá também a conclusão do Campus de Natal. As obras na capital estão na dependência apenas da liberação da licença ambiental que está em fase final de tramitação na Secretaria Especial de Meio Ambiente e Urbanismo – SEMURB, de Natal.

Medicina – Em Caicó, O reitor Pedro Fernandes participou da aula inaugural do Curso de Medicina da Escola Multicampi de Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A UERN foi citada como uma das instituições que serviram de modelo para a interiorização do curso de Medicina da UFRN. No discurso, a governadora Rosalba Ciarlini enalteceu a participação da UERN na formação de médicos no interior, lembrando a ampliação de vagas de 26 para 60 no último Processo Seletivo Vocacionado (PSV), para ingresso este ano. Com conceito 5 ( máximo), o curso de Medicina da UERN registrou concorrência de 140 candidatos para uma vaga.

O reitor participou da aula inaugural na companhia do diretor da Faculdade de Ciências da Saúde (FACS) da UERN, Fausto Pierdoná Gunzen.

Foto: Elisa Elsie

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Produção de arroz do Vale do Apodi é prejudicada pela estiagem

A estiagem ocasionou prejuízos à colheita de arroz vermelho, no primeiro semestre deste ano, no Vale do Apodi. Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Arroz do Vale do Apodi (APAVA), Francisco Morais,  a seca desestimulou algumas famílias, que optaram por não realizar o plantio.

Francisco diz que o número de famílias produtoras pode chegar a 150. Contudo, apenas 30 integram a Apava. Ele afirma que, devido à estiagem, os últimos quatro anos foram bastante árduos.

“Nas várzeas próximas ao Rio Apodi, onde a área é perenizada, corre água e a plantação continua. Já na parte do Rio Mari não passou água nos últimos três anos. Por isso, os lençóis freáticos não contêm água suficiente, os poços não foram abastecidos e, consequentemente, muitos produtores deixaram de plantar”, declarou. O presidente da Apava acrescentou que chega a 60 o número de famílias produtoras afetadas pela falta de água nas imediações do Rio Mari.

O Vale do Apodi produz duas safras de arroz vermelho por ano. A primeira entre os meses de janeiro e junho, e a segunda no período de julho a dezembro. O arroz leva em média quatro meses para atingir o ponto de colheita.  Segundo a Apava, em 2013, contabilizando, as duas etapas, o volume de produção alcançou 480 toneladas de arroz, resultado apontado como positivo. Contudo, a expectativa para este ano é que a primeira colheita, que está em execução, proporcione 150 toneladas, queda de 40% na comparação com médias referentes há anos anteriores – 250 toneladas.

“Muita gente vai deixar de plantar no segundo semestre deste ano, em virtude da estiagem. Lamento por essas famílias não poderem continuar com o plantio, porque elas sobrevivem do cultivo do arroz vermelho. Além disso, os animais desses produtores também estão sendo prejudicados, uma vez que os derivados do arroz integram a alimentação do gado e porcos. Muitas vezes, esses produtores buscam no plantio do feijão uma alternativa para reforçar a renda. No entanto, as tentativas se frustram, devido à desvalorização do produto no mercado”, salienta.

E os impactos da estiagem são ainda maiores. Com destino, principalmente, para a Paraíba e o próprio Rio Grande do Norte, o arroz vermelho segue perdendo espaço durante este ano. “As famílias da Apava, habitualmente, cultivam o arroz em uma área de 120 hectares de terra. Neste ano, reduzimos essa dimensão em 40 hectares”, frisa Francisco Morais.

O arroz vermelho produzido pelas 30 famílias vinculadas à Apava é negociado pela associação. Atualmente, 1 alqueire do produto é vendido por R$ 150,00. Cada alqueire corresponde a 115 quilos de arroz com casca e a 80 quilos do produto já beneficiado. Em 2013, esse mesmo volume era vendido por R$ 160,00, possibilitando que as famílias alcançassem lucro mais satisfatório. Com relação a este ano, Francisco Morais enfatizou: “O valor deste ano é razoável. O ideal, para abater as despesas e atingir uma margem de lucro superior, é R$ 170,00. Nosso objetivo é investir no beneficiamento do produto para chegar ao patamar de R$ 190,00″.

CULTIVO

O presidente da Apava explica que o cultivo do arroz vermelho começa com a preparação do solo. “A terra é nivelada, lançamos as sementes, com o terreno ainda seco, e, depois, uma lama d’água de, no máximo, 5cm cobre a terra preparada. Deixamos secar, período necessário para que a semente germine. Com esse processo inicial concluído, continuamos a manter a lama d’água sobre o terreno. Mantemos a terra úmida até que o arroz amadureça, fase que é indicada pela coloração amarelada das palhas e dos cachos. Depois disso, suspendemos a água, cortamos os pés de arroz, deixamos eles secarem, a fim de tirar a umidade, para, então, concluirmos a colheita”, destacou. Francisco Morais frisa que o solo já está sendo preparado para o segundo período de plantio deste ano.

Sobre a esperança de um inverno melhor, ele destacou: “Eu já vinha esperando um inverno razoável para este ano. Agora nossa expectativa está voltada para 2015. Nas eras finalizadas em 5, sempre aguardamos um bom inverno. Nossa esperança é total”, disse.

PRODUTORES

Laércio Marinho, 27, trabalha no cultivo de arroz desde os 15 anos, consolidando uma tradição transmitida de pai para filho. “São 80 anos de cultivo de arroz. Meu avô, Camilo Marinho, já realizava o plantio nestas terras e, hoje, eu e meu pai estamos dando prosseguimento ao trabalho”, disse.

Questionado sobre possíveis prejuízos para a propriedade da família, Laércio afirma que a seca impossibilitou o crescimento da cultura do arroz no Vale do Apodi. “A falta de chuvas abateu a produção. Isso, porque, quanto mais chuvas, mais produção. Além disso, sabemos que seca traz malefícios, como o surgimento de pragas”, declarou.

Na quarta-feira passada, 23, com auxílio de quatro trabalhadores, o produtor realizava a colheita manual do arroz vermelho. Laércio ressalta que chega a atingir o volume de 300 sacas de arroz, cada uma com 45 quilos. Contudo, a expectativa este ano é de redução: 250 sacas. O produtor atribui essa queda à estiagem.

“A produção de arroz não é minha única fonte de renda, mas um complemento. No entanto, minha família vive exclusivamente dessa produção. A falta de chuvas preocupa. Numa distância de 500 metros da minha propriedade, os poços estão secos e as pessoas encontram dificuldades para plantar”, salienta. Apesar da estiagem, Laércio ainda é beneficiado pela água proveniente do Rio Apodi e já preparou parte do terreno para cultivar arroz neste segundo semestre.

Antônio Carlos há 10 anos investe na cultura do arroz vermelho em Apodi. Este ano, plantou em 6 hectares de terra, mas ressaltou as consequências da estiagem na região. “Falta água nos poços. Os lençóis freáticos estão esgotados e, com esse desabastecimento, a irrigação foi prejudicada”, disse.

Quando há chuvas, Antônio costuma produzir cerca de 300 alqueires de arroz. Ele espera que 2015 seja bem melhor. “Nesse primeiro período, conseguimos 180 alqueires de arroz. A colheita deste ano está ocasionando prejuízo. A margem de lucro é pequena, mas, felizmente, tem permitido quitar algumas despesas. Eu vivo mais do arroz e a falta de chuvas preocupa”, completou. Antônio consegue vender 1 alqueire de arroz por R$ 150, 00.

A família de Cleide Souza também produz arroz vermelho, mas ainda não foi afetada pelos efeitos da estiagem. Ainda assim, está receosa quanto ao possível avanço da seca no Estado. “A falta de chuvas não nos prejudicou, porque os poços continuam garantindo o abastecimento e, consequentemente, asseguram que o plantio receba a água necessária. No entanto, me preocupo com a seca, pois a falta de água implicará dificuldades ao cultivo”, disse. Gazeta do Oeste

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TRT-RN: Juíza Rachel Vilar a a nova titular da Vara de Pau dos Ferros

 

Uma sessão administrativa extraordinária realizada no Pleno do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte, promoveu, pelo critério de antiguidade, a juíza Rachel Vilar de Oliveira Villarim ao cargo de juíza titular da Vara do Trabalho de Pau dos Ferros.

“É um momento de muita alegria e o sentimento é de dever cumprido. A promoção para juíza titular é a continuidade da carreira de magistrado e meu objetivo é desbravar o interior do Rio Grande do Norte, começando por Pau dos Ferros. Pretendo sempre escutar o jurisdicionando, os advogados e distribuir Justiça por onde passar”, revelou a juíza.

O presidente do TRT-RN, desembargador José Rêgo Júnior, falou da satisfação em ter Rachel Vilar como juíza titular do tribunal. “Desejo toda sorte possível à juíza Rachel Vilar que, além de ser uma magistrada dedicada, é também um ser humano excepcional, pois está sempre empenhada e comprometida com projetos como o Programa Trabalho, Justiça e Cidadania”, disse.

O desembargador Ricardo Espíndola Borges trabalhou por quase 10 anos ao lado de Rachel Vilar e desejou sucesso à nova juíza titular.

“Além de excelente profissional, a juíza Rachel é uma pessoa maravilhosa. Muito humana e cuidadosa em sua relação com os colegas e com a sociedade, a sua participação em projetos como o PTJC é um exemplo disso e o TRT-RN sai ganhando com essa promoção”, avaliou Ricardo Espíndola Borges.

A juíza Rachel Vilar também foi parabenizada pela presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 21ª Região, juíza Maria Rita Manzarra.

Paraibana de Campina Grande, Rachel Vilar de Oliveira Villarim formou-se em Direito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 1994.

Antes de ingressar na magistratura, Rachel Vilar foi analista judiciário da área judiciária dos TRTs de Recife e de São Paulo, até ser aprovada para o cargo de juíza substituta do TRT da Bahia, em 2002.

Através de permuta, a juíza chegou ao TRT-RN no ano de 2004 e, em 2006, passou à juíza auxiliar da 4ª Vara do Trabalho de Natal.

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