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Categoria: Opinião

Parque Cultural O Rei do Baião: Uma década cultivando a autêntica cultura nordestina

 

Cultivar raízes significa expressão máxima de identidade com a formação cultural que denota as bases imateriais de construção coletiva de um povo no realce ao reconhecimento, pilares da ênfase regionalista que precisam dia após dia ser cimentados para que gerações futuras não percam o rumo quanto à permanência e vigência de valores e costumes que caracterizam a altivez de uma raça e que determinam o próprio significado de nação como fundamento de um povo forte e determinado em permanecer ligado a elos coesos que agregam o reconhecimento em fazer parte de coletividades marcadas por ideais comuns bem definidos e alicerçados.

A presença e a importância do legado Gonzagueano na mentalidade da gente nordestina perfaz um dos mais importantes elos culturais que assegura a continuidade e permanência da idéia acerca de pertencer a uma região, requisito indispensável para a efetivação do reconhecimento e plena aceitação da afetividade que devem direcionar as bases da nordestinidade enquanto expressão cultural regionalista.

Luiz Gonzaga do Nascimento (13 de dezembro de 1912, Exu, Pernambuco – 2 de agosto de 1989, Recife, Pernambuco) conseguiu de forma sui generis, através de seu talento artístico-musical, amalgamar, na mente dos nordestinos, amor extraordinário às coisas, valores, costumes, fatos corriqueiros do cotidiano da região, etc., os quais caracterizam de forma monumental originalidades referentes ao Nordeste Brasileiro.

Em torno da fenomenal construção cultural cuidadosamente trabalhada pelo eterno Rei do Baião, surgiram ao longo dos tempos apreciadores e discípulos da fantástica e sublime manifestação de amor ao torrão natal que o saudoso e inesquecível sanfoneiro do riacho da Brígida enfatizou em suas canções maravilhosas, a maioria retratando o nordeste sofrido com o drama das secas e descaso das quase inflexíveis estruturas de poder.

Asa Branca, gravada em 1947, fruto magistral surgido da parceira com o advogado cearense Humberto Teixeira (5 de janeiro de 1915, Iguatu, Ceará – 3 de outubro de 1979, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro), e Vozes das Secas, lançada com coragem e estardalhaço em 1953, composta pelo velho Lua em conjunto com José Dantas de Sousa Filho ( 27 de fevereiro de 1921, Carnaíba, Pernambuco – 11 de março de 1962, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro), o célebre Zé Dantas, médico pernambucano que se tornou um dos principais colaboradores de Luiz Gonzaga em sua missão de erguer o nordeste a patamares culturais superiores, sintetizam magistralmente através de seus acordes, melodias e harmonias agruras e tormentas que historicamente afligem a gente nordestina.

Encantado com a arte do grande nordestino, Chico Cardoso inspirou-se na experiência pioneira realizada pelo próprio Luiz Gonzaga em Exu, estruturando em sertões adustos localizados na zona rural do município paraibano de São João do Rio do Peixe espaço dedicado àquele que conseguiu imortalizar a cultura nordestina em sua expressão máxima.

Há dez anos, em 2007, surgiu o Parque Cultural O Rei do Baião, cujo trabalho em prol da valorização da autenticidade regional torna-se louvável e expressivo a cada ano que passa, pois constitui lócus magnífico onde o reconhecimento nordestino se faz presente em cada metro quadrado.

Intercalando-se com a proposta de homenagear Luiz Gonzaga, sua arte e sua influência na música regional nordestina, encontra-se presente tributo merecido a destacadas personalidades do mundo cultural, sobretudo paraibano, cujas influências no âmbito político verificaram-se de forma proeminente, ressaltando a afinidade de Chico Cardoso com a instigante arte de administrar o processo de organização do espaço.

O universo conspirou em favor do grande jornalista e animador cultural a ponto de existir nas imediações do Parque Cultural que estruturou comunidade rural denominada Cacimba Nova.

A Fazenda Cacimba Nova, localizada nos Cariris Velhos, território marcado profundamente pela figura do grande poeta paraibano José Marcolino (28 de junho de 1930, Sumé, Paraíba – 20 de setembro de 1987, Carnaíba, Pernambuco), intitula uma das mais belas canções compostas pelo saudoso menestrel em parceira com Luiz Gonzaga, denominando ainda o lugar de origem de Luiz Pereira de Sousa, o famoso Luiz do Triângulo, corajoso combatente de Princesa, a serviço do Coronel José Pereira (4 de dezembro de 1884, Princesa, Parahyba – 13 de novembro de 1949, Recife, Pernambuco), quando da verdadeira guerra civil ocorrida no Estado da Parahyba em 1930.

Comandante de um dos destacamentos enviados por Zé Pereira em 28 de fevereiro de 1930 para libertar a família Dantas Villar, aprisionada pelo Tenente Ascendino Feitosa e sua tropa na então Vila do Teixeira, Luiz do Triângulo recebeu título de nobreza na literatura armorial de Ariano Suassuna (16 de junho de 1927, Parahyba, Parahyba – 23 de julho de 2014, Recife, Pernambuco), em célebre trabalho literário intitulado Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.

Valorizando a cultura regional, Chico Cardoso e equipe instituíram concursos que se tornaram concorridíssimos, os quais abrangem de cordel a festival de sanfoneiros, interpretando a arte magistral do eterno Rei do Baião, sem falar de incentivo à produção textual através de crônicas e cartas, cujo enfoque tem sido dado ao universo gonzagueano.

Consciente de que para preservar tem que cultivar em grau exponencial, a direção do Parque Cultural O Rei do Baião tem fomentado de forma lógica e incondicional ênfase à relação direta entre a originalidade nordestina e as manifestações culturais destacadas nos eventos anuais que são realizados com a finalidade de assinalar a importância da identidade cultural regional através da inspiração no legado do Rei do Baião.

Contribuir para que o verdadeiro reconhecimento nordestino não seja destruído pelas exigências da pós-modernidade marcada pelo advento fantástico da era assinalada pela revolução técnico-científico-informacion al que exige dilapidação e desorganização de culturas originais, um dos fundamentos da globalização, tornou-se um dos motivos de existência do Parque Cultural O Rei do Baião, principalmente quando crise de valores atinge de forma avassaladora todos os quadrantes da nave espacial conhecida como planeta Terra.

José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-Adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

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SEM-FUTURO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A mudança é a lei da vida. E aqueles que confiam somente no passado ou no presente estão destinados a perder o futuro.” (John Kennedy)

A reforma da previdência é necessária e urgente para garantir os benefícios dos contribuintes passados, presentes e futuros. Infelizmente não é assim que vê a oposição populista – autodenominada “socialista”. Os sem-futuro.

É claro que para os estudiosos do problema, que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir não creem no alardeado “rombo na Previdência”. Os que assim consideram escondem a massa de devedores da dupla contribuição, dívida que chega a trilhões. Estão aí, entre os maiores, com bilhões de reais caloteados, a massa falida da Varig e a JBS/Friboi, onde a Famiglia Lula da Silva tem interesses.

Os sem-futuro, na maioria “parasitas do dinheiro público” como se refere um editorial do Estadão, fazem de tudo para contaminar as reformas. A pelegagem se mostra hostil, incapaz de assumir responsabilidades. Entre eles se apresenta o pelegão Paulinho da Força, dono do partido fisiológico Solidariedade.

Há nos demais partidos – para não falar da esquerda bolivariana, PT e seus puxadinhos – parlamentares que, por demagogia, se mostram “defensores” dos contribuintes, sem levar em conta a realidade.

Entretanto, cobradas as dívidas, que é uma exigência nacional, o projeto traz medidas positivas nas regras de transição e a proposta de que os benefícios se desliguem da referência com o salário mínimo.

É preciso destacar, particularmente, a conjuntura de que a população brasileira está vivendo mais, com mais idosos do que no século passado. Uma conquista maravilhosa que deve ser acompanhada de garantias vindouras, já que as novas gerações que sustentam o espólio previdenciário, diminuem.

Uma verdade incontestável é que os governos dos três níveis, federal, estadual e municipal, nunca levaram a sério o fundo previdenciário, usando-o a seu bel prazer e distribuindo benesses a torto e direito.

Veja-se que a União se responsabiliza por privilégios colonialistas, atendendo políticos, com aposentadorias e pensões absurdas e militares, que mantêm vantagens próprias diferenciadas dos demais. Os Estados gastam inexplicavelmente R$ 35,8 milhões por ano com pensões de ex-governadores e viúvas.

Com esta constatação é fácil provar que a soma dos calotes com os disparatados privilégios para algumas categorias, que existe um “rombo”; um enganoso argumento dos que resistem às reformas.

Outras deduções ilusórias dos sem-futuro, está na diferenciação de gênero, distinguindo a mulher trabalhadora – que já goza de vários benefícios – do homem trabalhador, usando a “dupla jornada” (no trabalho externo e na moradia) como se atualmente os homens, em grande parte, também não se submetessem a este expediente.

É preciso que tenhamos a obrigação de olhar para o porvir. Não é o destino que vai construir a base previdenciária para atender quem contribui durante anos como garantia de uma velhice tranquila.

Sei, e não me sinto solitário, que tais considerações não agradam a muitas pessoas, mas é preciso que alguém fale e diga tudo para garantir que os contribuintes obtenham o direito adquirido da aposentadoria integral.

E isto não ocorrerá sendo negada a Previdência aos que têm direito, se forem mantidos privilégios que favorecem aqueles que são “mais iguais do que os outros”…

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Miranda Sá – INVERSÃO

“A ditadura perfeita terá as aparências de uma democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga” (Aldous Huxley)

Como explicar o resultado das eleições sem antes comprovar que o povo brasileiro despertou para a realidade, quarenta anos depois da redemocratização? Rebelou-se contra a politicagem e a corrupção como fez na passeata dos cem mil pedindo as diretas já.

Recordemos que o regime militar instalado com a derrubada do governo de João Goulart, teve altos e baixos, erros e acertos, mas foi intoleravelmente ditatorial. Era um sistema imperfeito, mas durou 21 anos.

Aplaudida pelos amantes da liberdade, a redemocratização veio, porém, incompleta: recuperou velhos políticos e suas ideias ultrapassadas, barrando a evolução para os novos tempos. A redemocratização errou ao promulgar uma Constituição desorientada, leniente e passiva, tanto na visão autoritária como na liberal.

A Carta de 88 permitiu – é difícil registrar quando começou – que se instalasse a inversão de valores morais e éticos. Este conceito de inversão social estabeleceu mais direitos do que deveres, num desequilíbrio que perverteu a Democracia, mantendo a força e a influência das minorias como ocorre nas ditaduras.

A “Constituição Cidadã” esqueceu que no regime democrático quem manda é a maioria, e banalizou a definição de ideologia e de partido, implantando a ideia de que “ideologia” é um princípio escrito e que partido é uma organização burocrática sem a necessidade de adotar uma ideologia de fato.

Nesta inversão de valores tudo que é incorreto, aético, desonesto e imoral é tratado como algo banal, conforme escreveu um observador da cena política no Brasil, de quem, infelizmente, não gravei o nome.

O pior de tudo é que a implantação da democracia capenga vulgarizou o desprezo pela correção, pela ética, pela honestidade e a moral. Mas isto não se deu pela força, através de uma revolução; se achegou sutilmente, sem pressa e sem que ninguém percebesse.

Dessa maneira, já temos uma geração formada pelo mecanismo da inversão de valores. Não é absolutamente por acaso que na administração pública reinam a amoralidade e a corrupção. As universidades e escolas públicas estão sob domínio de uma cultura infame, que investe contra a ordem, o patriotismo, o respeito ao próximo e a solidariedade humana.

As minorias fazem greve parando o sistema de saúde e a escola pública; e o povo, que necessita desses serviços, é o único prejudicado, pois no fim o salário dos grevistas é injustamente pago. A greve de empregado contra patrão é reconhecida historicamente; mas a greve de professores e pessoal da saúde contra o povo, é crime.

Comprovando esses desacertos, concluímos que escapamos do regime militar e caímos na esparrela de uma democracia onde o Estado sustenta com o dinheiro dos tributos associações corporativas, ONGs, partidos, sindicatos, cada qual defendendo interesses pessoais e grupistas. Esse reino da pelegagem minoritária atingiu o ápice durante a Era Lulopetista.

É com muita tristeza que constatamos isto. Ainda mais aflitivo e melancólico é ver que se trata de um projeto político, para a conquista do poder por um partido de formação totalitária.

Durante os mandatos presidenciais lulopetistas atravessamos uma caricata “revolução cultural” com os olhos oblíquos de Mao-Tse Tung na cabeça de Antônio Gramsci. O PT e seus puxadinhos agiram furtivamente em defesa do partido e da manutenção do poder a qualquer custo, sem respeitar a liberdade e a democracia. Por isto, pelo despertar do povo, estão sendo enxotados.

No Rio de Janeiro, o PSOL, frente “coxinha” do PT, convergiu com seus parceiros do PCdoB, desbotando suas bandeiras e escondendo seus símbolos para ludibriar o eleitor. Mas o eleitor não se deixou enganar.

A metamorfose fraudulenta não se expandiu; limitou-se ao discurso deles para eles mesmos, sem participação popular. Ficaram circunscritos aos guetos da Zona Sul. O povo preferiu os não-políticos e o não-voto como manifestação de repúdio à corrupção institucionalizada pelo lulopetismo, e derrotou-o.

MIRANDA SÁ

mirandasa@uol.com.br

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Miranda Sá – SANTUÁRIO

Um santuário (do Latim sanctuarium, de sanctus), no conceito religioso, é um local sagrado, possui objetos simbólicos usados no culto para onde, por devoção, acorrem peregrinos de regiões longínquas.

Os católicos romanos e ortodoxos guardavam nos santuários relíquias e imagens. A Igreja Romana, tendo abolido o culto de imagens, as mantêm, entretanto, como respeito às tradições.

O termo santuário também pode ser usado em sentido figurado. Na Idade Média e mesmo na transição para o Renascimento considerava-se que as igrejas serviam de abrigo, reconhecido pelo Direito Canônico para os fugitivos da justiça e criminosos em geral.

No Brasil, em pleno Estado de Direito, as casas do Congresso estão se transformando em santuários para dar refúgio a políticos corruptos, denunciados pela Lava Jato. O santuário político foi registrado pela primeira vez na Guerra do Vietnã.

Os vietcongs criaram “santuários” nas fronteiras do Laos e do Camboja e em regiões acessíveis apenas pelas “trilhas de Ho-Chi-Mim”. Lá faziam o treinamento de guerrilheiros e estabeleciam pequenas fábricas de armas e gráficas, para o combate e propaganda.

Daí em diante, o conceito de santuário pulou do campo religioso para o campo político: Está associado a um conceito ecológico, pois determina um lugar protegido, com ajuda dos humanos, para grupos de animais selvagens e/ou ameaçados de extinção.

O Dicionário Aurélio registra “santuário ecológico”, local em condições favoráveis à preservação das espécies, onde a caça é permanentemente proibida. E é o título de um filme americano-australiano com roteiro de John Garvin e Andrew Wight, e dirigido por Alister Grierson, que viveu o drama desenrolado pela película.

“O Santuário” conta a história de um mergulhador e sua equipe que são obrigados a fugir de uma tempestade mergulhando mais fundo e embrenhando-se num labirinto de cavernas subaquáticas para sobreviver.

Sem devoção religiosa, nem guerra, nem ambientalismo, os brasileiros se assombram e se revoltam ao ver o Senado acoitar bandidos – oficialmente – como nos tempos do cangaceirismo. Um “santuário” do mal.

O presidente da Casa, Renan Calheiros, ele próprio envolvido numa série de denúncias por ação criminosa, usa a polícia legislativa com sofisticado aparelhamento e portando armas letais para defender-se e abrigar senadores e ex-senadores corruptos.

Com tristeza, o Brasil assiste à formação de uma legião de defensores deste disparate: o Poder Legislativo, que deveria representar o povo, transforma-se num estado dentro do Estado, comandado por bandidos.

Há os que não enxergam a existência de uma polícia particular, com atiradores experientes, prontos para atender uma voz de comando e atirar contra manifestantes indefesos. E pior que isto: com um “grupo de inteligência” formado para a contrainformação, fazendo escutas e preparando dossiês.

Que País é este, que Democracia é esta, convivendo com este cenário antinacional e antidemocrático?  Que Justiça é esta, que cega não para ser imparcial, mas para ser leniente com este estado de coisas?

Pedir intervenção das FFAA ou queixar-se à Mãe do Bispo para mim, não é saída. Somente a volta – POR CONSCIÊNCIA –  dos patriotas às ruas, aos milhões, como juízes, para acabar com a farra do “santuário” de Calheiros…

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A consciência é um santuário sagrado em que somente Deus pode entrar na qualidade de juiz”. (Félicité Lamennais)

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LIVRO, PARA SEMPRE

O livro é uma das coisas mais importantes para o ser humano e do qual devemos falar sempre, algo que devemos divulgar sempre. 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro. Livro, este objeto mágico que pode trazer no seu interior um mundo de conhecimento, de fantasia, de imaginação. O guardião da história da humanidade, o registro de tudo o quanto o ser humano já fez neste mundão de Deus. O receptáculo de toda a inteligência do homem, até das teorias do que poderá vir a ser o futuro.

É bem verdade que ainda não é tão popular quanto deveria, pelo menos no Brasil, pois ainda é caro para uma grande parcela do nosso povo, mas para quem gosta de ler há alternativas como as bibliotecas municipais, escolares, de clubes e associações, os sebos, etc. Essas bibliotecas nem sempre terão os últimos lançamentos em seus acervos, mas sempre haverá algum bom título que não lemos. Assim como os sebos, que oferecem um sem número de opções a preços razoáveis.

Com o avanço da tecnologia digital, o e-book, ou livro eletrônico, e os leitores eletrônicos – e-readers – estão se popularizando cada vez mais e já há uma pequena legião de seguidores. Vivemos, na verdade, uma revolução cultural. Eles, os tablets, os smartfones, que também são leitores eletrônicos, estão cada vez mais populares, inclusive no Brasil, eles são o sonho de consumo de muita gente. Ainda que muitos daqueles que os adquirem acabem esquecendo da função de leitores digitais dos aparelhos, tantas são as opções que eles oferecem: jogos, filmes, internet, comunicação através de programas como skype, programas de relacionamento, etc.

De qualquer maneira, o livro impresso, de papel, o tradicional livro como o conhecemos até agora continuará por muito tempo ainda. E por mais que ele mude, ainda continuará a se chamar livro, e o objetivo de perenizar e divulgar a cultura e o conhecimento será o mesmo. Certeza é que o livro de papel pode conviver harmoniosamente com o livro eletrônico e vice-versa.

Com a tecnologia da informática a serviço da leitura, a tendência é que o hábito de ler se intensifique, até porque além do livro tradicional e do livro digital, temos ainda o áudiolivro, que possibilita que os deficientes visuais sejam, também, consumidores de literatura.

Então talvez devamos comemorar tanta tecnologia a serviço da leitura, mesmo considerando que o livro físico, aquele que podemos folhear, rabiscar e ler sem dependência de nenhuma fonte de energia, a não ser a nossa visão e a vontade de ler, não será extinto. Ao contrário, ele continuará firme, mesmo com todas as outras formas de leitura que existem ou que porventura poderão vir a existir.

De maneira que rendo minha homenagem a esse objeto tão importante para o progresso das civilizações em todo o mundo.

Vida longa para o livro, como quer que seja concebido.                      ****************************** *****************
Sobre o autor: Luiz Carlos Amorim é Coordenador do Grupo Literário A ILHA em SC, com 36 anos de atividades e editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas Suplemento LIterário A ILHA e Mirandum (Confraria de Quintana), além de mais de 50 livros.
Foi eleito a Personalidade Literária de 2011 pela Academia Catarinense de Letras e Artes e ocupa a cadeira 19 da Academia Sul Brasileira de Letras. Foi o representante de Santa Catarina no Salão Internacional do Livro de Genebra, com o lançamento de 3 obras suas, participação na antologia Varal do Brasil e com a divulgação de escritores que não puderam ir, com a revista Suplemento

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Em artigo, Rogério dá “boas-vindas” a Lula: “Corrupto e incompetente, representa ascensão e queda do PT”

Bem-vindo Lula

Nesta terça-feira, dia 2, o ex-presidente Lula virá à Natal para lançar seu candidato ao pleito municipal. Fica no ar um misto de indignação e constatação do cinismo da sigla que se diz dos trabalhadores. Lula é o símbolo máximo do partido: representa perfeitamente sua ascensão e queda. Corrupto e incompetente, ele e sua preposta levaram o Brasil à recessão, ao desemprego e à inflação. Protagonizaram a maior crise moral de nossa história. Nunca antes neste país se viu tanto roubo do dinheiro público! Conseguiram até quebrar a Petrobras; aquela que já foi uma das maiores companhias petrolíferas do mundo.

Restou pouco da imagem, meticulosamente criada, de líder operário. Hoje, tem-se apenas um reflexo fraco do homem que chegou ao poder com seu exército de movimentos sociais, centrais sindicais, sindicatos, ongs, professores universitários, membros da mídia e das igrejas. Ele havia cultivado um séquito para louvação de seu nome. Tudo ruiu ao longo dos governos do PT e mostrou que a verdade vem sempre à tona, afinal ninguém engana a todos o tempo todo.

Em seus 13 anos de absoluto mando, criou uma horda de artistas pagos com a Lei Rouanet e a máquina de comunicação das estatais para cultuarem suas mentiras. Ele conseguiu criar o mito Lula, aplicando a receita de propaganda fascista, stalinista e nazista. Até nos livros didáticos, estudados por milhões de crianças e jovens, propagaram o mito, tudo com aval do MEC. Aplicaram a receita de Gramsci e da nova esquerda mundial em utilizar de todos os meios culturais para propagar a voz do partido; transformar o pensamento do PT em senso comum.

Aqui em Natal é provável que repitam a patacoada do mundo da fantasia: o herói teria salvado milhões da pobreza, criado universidades, cursos técnicos e seria o pai dos pobres com a Bolsa Família. O operário supostamente teria ensinado a elite perversa como se governa. A realidade nua e crua é outra, tivemos ceifado o sonho da refinaria de petróleo, estamos fora do traçado da ferrovia Transnordestina, a transposição do São Francisco se arrasta há 12 anos, o Mensalão e o Petrolão se mostraram esquemas corruptos e ignóbeis de governar. Grandes figurões petistas foram encarcerados, alguns pela segunda vez, a primeira porque lutaram pela ditadura do proletariado; a segunda porque roubaram o povo.

Claro que Lula repetirá o mantra do golpe. A esperança dessa gente é que repetida à exaustão a tese absurda chegue, no futuro, a ser ensinada nas escolas e propagada pela mídia. Querem enganar mais uma vez o povo brasileiro. Querem repetir a história e a repetição da farsa será a tragédia. Nunca antes neste país um sujeito desprovido de qualidades mínimas como Lula tomou o poder. Espero com sinceridade que o povo desta nação tenha aprendido a lição e diga não ao PT, não à incompetência, ao aparelhamento do Estado e ao assalto dos cofres públicos.

E que este seja o momento para que Lula faça uma autocrítica de todos os equívocos e erros que vitimaram a nação brasileira, tendo ele como indutor e líder. Bem-vindo Lula! E já vai tarde!

 

Deputado Federal Rogério Marinho

 

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“políticas públicas”: até quando?

 

1.486. Esse é o número que mostra como anda a segurança púbica do Rio Grande do Norte.

Até a manhã do dia 03 de novembro, foram 1.486 crimes de homicídios registrados em território potiguar. Dentro desse número, tem inocentes, pais e famílias, mães de famílias, estudantes, criminosos e inocentes.

Este número traz a dor de milhares de famílias que tiveram que chorar pela morte de um ente querido que teve a vida ceifada por alguém, que em sua maioria, está livremente transitando nas ruas públicas devido a precariedade do sistema atual de segurança comandado pela atual governo.

Dentro deste número, aconteceram crimes nas ruas, que deviam estar ocupadas por patrulhamento ostensivo da polícia militar, que atualmente não é feito como deve ser porque não há estrutura humana nem de equipamentos suficientes para tal. Há também crimes, em frente a bases de polícia. Que pela falta de militares, constantemente só tem apenas um super herói em serviço no local.

A esperança de todos aqueles que acreditam em um futuro melhor, diz e espera, a cada diz por uma trégua. Um basta. Até onde vamos continuar a ver todos os dias, adolescentes, jovens, adultos e idosos, vitimas de uma violência sem fim? Violência tal que não é combatida como deve ser. Violência que cresce assustadoramente todos os dias e que parece ser invisível aos olhos dos governantes.

Enquanto tanto se “planeja políticas públicas”, o sangue vai correndo livremente em solo potiguar. O sangue talvez de um jovem que não teve incentivo na escola, um sangue de um jovem que não teve oportunidade de emprego, não teve um amparo psicológico ou até mesmo um tratamento adequado para que deixasse o vício nas drogas.

Até quando amigo leitor, vamos continuar a ter que assistir todos os dias em nossa TV reportagens de uma violência avassaladora?! Até quando amigo?

Ah, nesse momento, enquanto você lia este artigo, com certeza, algum jovem está praticando assalto, vivendo o crime, matando, enquanto nossos gestores estão em uma sala sorrindo, tomando um café quente e conversando sem pressa alguma sobre aquele tema que eles acham bonito o nome. “políticas públicas”

Lucian Kleyton e Daniel Morais

jornalistas

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A morte não é o fim

A Vida continua sempre, e lutar por ela vale a pena.

De vez em quando, surge alguém a falar sobre o suicídio, como se ele fosse uma glória, a do desaparecimento das dores e das perturbações da vida.

No entanto, isso é um grande engano, no qual ninguém deve precipitar-se, porquanto todo aquele que procurar no fim da existência humana o esquecimento de tudo encontrará o supremo despertar da inteligência flagrada em delito, porque, buscando o fim, achará vida e suas cobranças a respeito do que o suicida terá feito com ela.

A morte não é o término da existência humana. Como dizia o saudoso Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur (1914-1979), “ela não existe em nenhum ponto do Universo”.

Realmente, porque nem o cadáver está morto. Ao desfazer-se, libera bilhões de formas minúsculas que vão gerar outras maneiras de existir.

Você não acredita? Tem todo o direito. Mas se for verídico?! Premie-se, minha amiga, meu amigo, com o direito à dúvida, base do discurso científico, que, na perquirição incessante, continua rasgando estradas novas para a Humanidade.

Pense no fato de que, se o que afirmamos aqui for realidade, Você encontrar-se-á, após um pseudoato libertário (o suicídio), terrivelmente agrilhoado (ou agrilhoada). Achar-se-á em uma situação para a qual, de jeito algum, estava preparado, ou preparada. Para quem apelar se, de início, afastou de si todos os entes queridos e alegrias que teimava em não ver?! Naquele momento, tardiamente, gostaria de voltar a enxergá-los. E, somente à custa de muitas orações, que Você, talvez, jamais, ou raras vezes, tenha proferido na Terra, perceberá, num gesto de humildade, uma luz que se lhe acendam nas trevas. Apenas desse modo poderá reencetar, depois de muitas dores, cobradas por seu próprio Espírito, uma caminhada que se terá tornado mais áspera.

Como se diz aqui, na Religião Divina, “o suicídio não resolve as angústias de ninguém”; portanto, nem as suas.

Meu Irmão, minha Irmã, a Vida continua sempre, e lutar por ela vale a pena. Por pior que seja a escuridão da noite, o Sol nascerá, trazendo claridade aos corações.

Ainda mais, se passarmos os olhos pelo redor do nosso dia a dia, veremos que existem aqueles, seres humanos e até mesmo animais, em situação mais dolorosa, precisando que lhes seja estendida mão amiga. Não devemos perder a oportunidade de ajudar. Àquele que auxilia não faltará nunca o amparo bendito que lhe possa curar as feridas.

Viver é melhor.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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ARTIGO – Políticos literalmente no lixo

 

No dia 16 de setembro de 2014, os telejornais mostraram um deputado sendo jogado numa caçamba de lixo por manifestantes na Ucrânia.

Isso ocorreu com o deputado de oposição “Vitaly Zhuravsky, um ex-membro do partido do presidente deposto Viktor Yanukovich,” antes de uma sessão no Parlamento ucraniano que aprovou um acordo entre a Ucrânia e a União Europeia e leis que davam tratamento especial a regiões controladas pelos separatistas, segundo descrição no sítio do G1 na internet, não ficou claro o motivo exato de tanta revolta.

Metaforicamente, nas conversas de boteco, entre amigos, colegas de trabalho, o brasileiro tem um desprezo aos políticos similar ao dado ao lixo. Mas ainda não tiveram situações literais como a ocorrida no país europeu.

Daqui por diante, os nossos representantes devem tomar cuidado de não se aproximarem de nenhum movimento popular onde existam as tais caçambas por perto, pois com o humor que a população anda e, pelo gosto com que se copiam as iniciativas alheias, não terão coletores suficientes.

Venho reiterando que os nossos parlamentares, executivos e gestores em geral deveriam utilizar uma linguagem, senão condizente, ao menos que se aproxime da realidade vivida.

No campo da saúde nada pode ser mais grave do que uma pessoa morrer num chão de hospital, sem socorro. Essa cena de tão repetida já nem choca mais a ninguém.
Na área da segurança pública, autoridades e formadores de opinião governistas costumam linchar os manifestantes por conta de algumas vidraças de banco quebradas, mas, até agora continuam voando agências inteiras pelos ares.

Responde-se com maquiagem de números e sonegação das quantias levadas. São as únicas iniciativas. O resultado é não haver mais lugar para se sacar uma mísera quantia depois das 20 horas. Os caixas 24 horas estão sumindo. Os ladrões e os roubos aumentando.

Assim, o ensino piorou em quase vinte estados, as estradas vão de mal a pior, somem as verbas para a construção de casas para vítimas de enchentes, os pichadores detonam as cidades por inteiro, as mordomias dos políticos continuam, temos os deputados mais caros do mundo.

Com tudo isso, quando a pessoa tem paciência para assistir a alguns minutos de horário eleitoral, só se ouve os candidatos à reeleição falar que nunca antes houve administrações melhores do que as atuais.

Não faltam recados de que a população está totalmente divorciada da classe política em geral, sem distinguir nem as boas exceções.

As constantes ocupações de prédios desocupados e de terrenos com queima de ônibus são provas incontestes de que passou da hora de nossos políticos tornarem a linguagem compatível com a realidade. Se não fizerem por bem, serão forçados a fazer e, neste momento, talvez torçam para serem apenas jogados numa caçamba de lixo.

Afinal, se mantiverem essa linguagem em descompasso com os fatos e às evidências é porque acham a população idiota ou sem discernimento e pagarão caro por isso.

 

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Bacharel em direito

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Brasil, berço da esperança

O Brasil é o berço de esperança de uma sociedade em que, a despeito de todos os dissabores, será possível viver em Paz consigo mesmo e com o próximo. Trata-se de terra generosa, em que a Solidariedade assumirá o papel de garantir o ensejo de uma vida próspera para todos, como descreveu o filósofo e sociólogo italiano Pietro Ubaldi (1886-1972): “A grande qualidade do Brasil, o que estabelece sua função vital, é o sentimento, o coração. Nesta terra estão as raízes daquela expansividade de afetos, que é a qualidade humana que, mais tarde, evoluindo, será a mais apta a sublimar-se no amor evangélico”. 

Ainda teremos uma pátria em que cada um se sentirá incluído no significado maior da existência humana e cidadã: louvar o Criador enquanto serve à criatura, porque esta particulariza o sagrado altar no qual Ele deve ser adorado. Não há outra forma de engrandecer a Divindade, que é Amor, aliando Fé à Ação, construindo uma Política que tenha o bem-estar do povo, a ter início no elevado ensino para a sua Alma, como meta. É um trabalho que leva tempo? É um ideal ilusório?! Grande equívoco o de quem pensa assim. Há bastante tempo, Jean-Baptiste Descuret (1795-1872) demonstrou que “muito se engana quem acredita poder afirmar que a paciência é a força dos fracos, pois é preciso ser muito forte e moderado para tê-la em qualquer ocasião”. (…) Há leitores ateus que me honram com sua cortesia às minhas modestas considerações. A eles, com humildade, digo que, no tocante a Deus, pode ser entendido como Fraternidade e Solidariedade, a melhor maneira de viver como povo. (…) O Brasil realmente será o Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho-Apocalipse, apesar de todos os que ainda querem espalhar frustração por onde a Esperança persevera. Ensinou Jesus: “O que não é possível ao Homem para Deus é sempre possível” (Boa Nova segundo Mateus, 19:26).

 José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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