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O Vale do Apodi Posts

Municípios do Alto Oeste começam a receber repelentes contra o mosquito Aedes aegypti Público-alvo são as gestantes beneficiárias do Programa Bolsa Família

 

A VI Unidade Regional de Saúde Pública (URSAP), com sede em Pau dos Ferros, já está fazendo a distribuição de repelentes aos 37 municípios do Alto Oeste que, por sua vez, farão a dispensação às suas gestantes beneficiárias do programa Bolsa Família para proteção individual contra o mosquito Aedes aegypti, conforme orientação contida na Nota Técnica nº. 13/2017, publicada pelo Ministério da Saúde.

Segundo Lígia Nunes, técnica responsável pelo programa de Saúde da Mulher na VI Ursap, cada gestante receberá dois frascos por mês durante um ano, com reserva técnica de noventa dias, totalizando 15 meses.

Lígia também ressaltou que os municípios têm autonomia para definir o fluxo de distribuição, que deverá ser acordado entre as Secretarias de Saúde e Assistência Social, e que a dispensação deverá ser registrada. “É importante que haja sintonia entre as Secretarias, tendo em vista que se faz necessário o controle e registro da distribuição dos repelentes”, declarou Lígia.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) esclarece que o Ministério da Saúde deve destinar um total de 345.180 frascos ao Rio Grande do Norte. Esse quantitativo será dividido em sete parcelas até o mês de outubro. A 1ª cota, com um total de 21.570 frascos, começou a ser distribuída neste mês de março. A ação é uma parceria do Ministério da Saúde com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

O Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes para reforçar a proteção contra o mosquito Aedes aegypti, em especial às gestantes, pela associação do zika vírus com a microcefalia em bebês. A medida, no entanto, não deve ser a única maneira de evitar a transmissão da doença. É importante que as gestantes adotem ainda medidas simples que possam evitar o contato com o Aedes, como se proteger da exposição de mosquitos, manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida.

Além disso, também é necessário estabelecer uma rotina para eliminar recipientes que possam acumular água parada. Quinze minutos de vistoria são suficientes para manter o ambiente limpo. Pratinhos com vasos de planta, lixeiras, baldes, ralos, calhas, garrafas, pneus e até brinquedos podem ser os vilões e servir de criadouros para as larvas do mosquito.

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Governador destaca empenho para desenvolver setor de renováveis no estado

A dinamarquesa Vestas, gigante do segmento de energias renováveis, inaugurou o primeiro centro de serviços no Brasil no Rio Grande do Norte, na cidade de Parnamirim, na tarde desta quarta-feira (15). A unidade de 1.200 m² deve atender aos parques eólicos instalados no estado, hoje maior produtor de energia elétrica a partir dos ventos no país. O governador Robinson Faria comemorou a chegada da empresa, e destacou o empenho do Governo para atrair investimentos com este.

“Essa empresa vem pra dar suporte a nossa produção de energia eólica, nos campos da manutenção, da assistência técnica e da formação e qualificação de pessoal. E a vinda dela poderá atrair outras empresas para fortalecer o segmento em nosso estado, motivadas também pelo trabalho de nossa gestão que não tem medido esforços para garantir segurança jurídica e dar celeridade aos trâmites burocráticos, como licenciamentos ambientais”, destacou o governador.

A unidade de serviços irá gerar de imediato 100 empregos diretos, todos com alta qualificação. “Mas nós ainda pretendemos criar algumas dezenas de empregos – diria 60 ou 70 – não só em Parnamirim, mas também nas outras cidades onde temos projetos”, ressaltou Rogério Zampronha, presidente da Vestas, destacando ainda que o RN é “a casa” da empresa no Brasil. No estado, a Vestas tem nove parques eólicos em operação e dois em construção, espalhados por quatro municípios.

A escolha de Parnamirim como sede do centro tem motivação estratégica. “Daqui, nós conseguimos estar em duas horas em qualquer um dos parques com a nossa tecnologia e servidos por nós, de modo que eles produzam o tempo todo com o mínimo de interrupção”, explicou Zampronha.
LÍDER

Durante o discurso, o chefe do executivo estadual destacou que o Rio Grande do Norte é líder nacional na produção de energia eólica. A produção atual é de 3,3 GW nos 122 parques em operação. Há ainda outros 16 parques eólicos em construção, os quais irão gerar 417 MW.

Diante do cenário amplamente favorável, a Vestas não descarta investir em novos parques no estado, além dos dois atualmente em construção. “Estamos aguardando que o Governo Federal divulgue a agenda de leilões, e que o tema das linhas de transmissão seja resolvido rapidamente. Como potencial o Rio Grande do Norte é imbatível”, assinalou.

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Agentes penitenciários paralisam atividades nesta quarta feira no Rio Grande do Norte

Seguindo um movimento nacional, os Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte cruzam os braços nesta quarta-feira (15). Durante a paralisação, as visitas, escoltas e atendimento externo nas unidades estão suspensos, sendo mantido apenas 30% do efetivo em atividade para serviços essenciais.

A paralisação nacional é um movimento organizado pela Federação Nacional dos Servidores Penitenciários (Fenaspen) em prol da PEC 308/04, que cria a Polícia Penal no âmbito da união, dos estados e do Distrito Federal. Além disso, a categoria também luta contra a Reforma da Previdência.

Em Natal-RN, um ato público é realizado, nesta manhã, saindo da frente do shopping Midway Mall com destino à Governadoria.

“Trata-se de um movimento nacional, mas aqui no Estado os Agentes Penitenciários querem também conscientizar a sociedade sobre a realidade do Sistema Penitenciário do Rio Grande do Norte e as condições em que a categoria vive”, explica Vilma Batista, presidente do Sindasp-RN.

De acordo com ela, os Agentes Penitenciários pretendem ainda cobrar do Governo do Estado questões como: Implantação dos níveis; revisão anual; reajuste das diárias operacionais; acompanhamento do planejamento e execução do plano diretor; acompanhamento dos trâmites e elaboração dos processos na Sejuc, que visam aquisição de materiais permanente, manutenção, capacitação dos servidores e armamentos e demais equipamentos para segurança da categoria e das unidades prisionais do Estado.

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Rogério Marinho – Relator da modernização das leis trabalhistas defende fim da contribuição sindical obrigatória

O relator da modernização das leis trabalhistas, deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), disse que vai propor o fim da obrigatoriedade de contribuição sindical, tanto a patronal, quanto a de trabalhadores. A medida será proposta em seu parecer, ao final das discussões sobre o tema. Atualmente, cada empregado contribui anualmente com o valor equivalente a um dia de trabalho para o sindicato.

“É necessário tornar opcional essa contribuição sindical e retirar essa obrigatoriedade. Estou falando de R$ 15 bilhões nos últimos cinco anos, são sindicatos patronais e de trabalhadores – que muitos deles não representam as suas respectivas categorias. Isso vai fortalecer o movimento sindical e tornar esse processo de negociação mais equilibrado”, disse.

Segundo Rogério, o país tem 17 mil sindicatos, enquanto a Argentina, por exemplo, tem menos de 100. Há até mesmo o Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais. Para o relator da reforma trabalhista, o excesso prejudica a representação do trabalhador. A medida, segundo ele, pretende democratizar o processo sindical brasileiro.

“Aqueles sindicatos que realmente tem a condição e a capacidade de reunir filiados e fazer convenções com um grande número de associados e representarem com dignidade as suas respectivas classes, sobrevivem. E aqueles que são meramente fachada, que existem apenas para receber esse recurso que é subtraído dos salários dos trabalhadores brasileiros, um dia por ano, de forma coercitiva e obrigatória, e também aquele recurso que é retirado das empresas para seus sindicatos patronais, que esse recurso seja melhor aplicado”, afirmou.

O relator da proposta tem defendido que o projeto vai modernizar as relações de trabalho no Brasil. Para ele, a proposta vai “dar segurança jurídica nas relações de trabalhos”. A proposta tem sido debatida por diversos especialistas na comissão especial para o tema na Câmara. Nesta quarta-feira (15), a partir das 14h30, será realizada mais uma audiência pública, dessa vez para debater o teletrabalho.

A comissão convidou o presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades, Wolnei Tadeu Ferreira; e o presidente da Federação Nacional das Empresas de Informática, Edgar Serrano, além de juízes e pesquisadores da área.

Para Rogério Marinho, o teletrabalho é um dos exemplos da necessidade de modernização da legislação trabalhista, que já tem mais de 70 anos. “Naquela época o Brasil era agrário com a perspectiva de se industrializar. Hoje, nós já estamos transcendendo a questão dos serviços e indo para uma quarta onda do emprego, que é o trabalho intelectual, o trabalho remoto, o trabalho em casa, o Uber, que é uma discussão do nosso tempo. O espírito do nosso tempo nos impõe a necessidade de adaptarmos nossa legislação”, afirmou.

O relator da modernização das leis trabalhistas também tem dado sequência às reuniões com entidades representativas de diversas categorias interessadas em apresentar sugestões ao projeto. Nesta terça-feira (14), estiveram reunidos com o deputado Rogério Marinho, por exemplo, a Frente Parlamentar da Agropecuária, a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, o Conselho Nacional de Lojistas de Shopping Centers, além de magistrados e empresários do setor.

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Parque Cultural O Rei do Baião: Uma década cultivando a autêntica cultura nordestina

 

Cultivar raízes significa expressão máxima de identidade com a formação cultural que denota as bases imateriais de construção coletiva de um povo no realce ao reconhecimento, pilares da ênfase regionalista que precisam dia após dia ser cimentados para que gerações futuras não percam o rumo quanto à permanência e vigência de valores e costumes que caracterizam a altivez de uma raça e que determinam o próprio significado de nação como fundamento de um povo forte e determinado em permanecer ligado a elos coesos que agregam o reconhecimento em fazer parte de coletividades marcadas por ideais comuns bem definidos e alicerçados.

A presença e a importância do legado Gonzagueano na mentalidade da gente nordestina perfaz um dos mais importantes elos culturais que assegura a continuidade e permanência da idéia acerca de pertencer a uma região, requisito indispensável para a efetivação do reconhecimento e plena aceitação da afetividade que devem direcionar as bases da nordestinidade enquanto expressão cultural regionalista.

Luiz Gonzaga do Nascimento (13 de dezembro de 1912, Exu, Pernambuco – 2 de agosto de 1989, Recife, Pernambuco) conseguiu de forma sui generis, através de seu talento artístico-musical, amalgamar, na mente dos nordestinos, amor extraordinário às coisas, valores, costumes, fatos corriqueiros do cotidiano da região, etc., os quais caracterizam de forma monumental originalidades referentes ao Nordeste Brasileiro.

Em torno da fenomenal construção cultural cuidadosamente trabalhada pelo eterno Rei do Baião, surgiram ao longo dos tempos apreciadores e discípulos da fantástica e sublime manifestação de amor ao torrão natal que o saudoso e inesquecível sanfoneiro do riacho da Brígida enfatizou em suas canções maravilhosas, a maioria retratando o nordeste sofrido com o drama das secas e descaso das quase inflexíveis estruturas de poder.

Asa Branca, gravada em 1947, fruto magistral surgido da parceira com o advogado cearense Humberto Teixeira (5 de janeiro de 1915, Iguatu, Ceará – 3 de outubro de 1979, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro), e Vozes das Secas, lançada com coragem e estardalhaço em 1953, composta pelo velho Lua em conjunto com José Dantas de Sousa Filho ( 27 de fevereiro de 1921, Carnaíba, Pernambuco – 11 de março de 1962, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro), o célebre Zé Dantas, médico pernambucano que se tornou um dos principais colaboradores de Luiz Gonzaga em sua missão de erguer o nordeste a patamares culturais superiores, sintetizam magistralmente através de seus acordes, melodias e harmonias agruras e tormentas que historicamente afligem a gente nordestina.

Encantado com a arte do grande nordestino, Chico Cardoso inspirou-se na experiência pioneira realizada pelo próprio Luiz Gonzaga em Exu, estruturando em sertões adustos localizados na zona rural do município paraibano de São João do Rio do Peixe espaço dedicado àquele que conseguiu imortalizar a cultura nordestina em sua expressão máxima.

Há dez anos, em 2007, surgiu o Parque Cultural O Rei do Baião, cujo trabalho em prol da valorização da autenticidade regional torna-se louvável e expressivo a cada ano que passa, pois constitui lócus magnífico onde o reconhecimento nordestino se faz presente em cada metro quadrado.

Intercalando-se com a proposta de homenagear Luiz Gonzaga, sua arte e sua influência na música regional nordestina, encontra-se presente tributo merecido a destacadas personalidades do mundo cultural, sobretudo paraibano, cujas influências no âmbito político verificaram-se de forma proeminente, ressaltando a afinidade de Chico Cardoso com a instigante arte de administrar o processo de organização do espaço.

O universo conspirou em favor do grande jornalista e animador cultural a ponto de existir nas imediações do Parque Cultural que estruturou comunidade rural denominada Cacimba Nova.

A Fazenda Cacimba Nova, localizada nos Cariris Velhos, território marcado profundamente pela figura do grande poeta paraibano José Marcolino (28 de junho de 1930, Sumé, Paraíba – 20 de setembro de 1987, Carnaíba, Pernambuco), intitula uma das mais belas canções compostas pelo saudoso menestrel em parceira com Luiz Gonzaga, denominando ainda o lugar de origem de Luiz Pereira de Sousa, o famoso Luiz do Triângulo, corajoso combatente de Princesa, a serviço do Coronel José Pereira (4 de dezembro de 1884, Princesa, Parahyba – 13 de novembro de 1949, Recife, Pernambuco), quando da verdadeira guerra civil ocorrida no Estado da Parahyba em 1930.

Comandante de um dos destacamentos enviados por Zé Pereira em 28 de fevereiro de 1930 para libertar a família Dantas Villar, aprisionada pelo Tenente Ascendino Feitosa e sua tropa na então Vila do Teixeira, Luiz do Triângulo recebeu título de nobreza na literatura armorial de Ariano Suassuna (16 de junho de 1927, Parahyba, Parahyba – 23 de julho de 2014, Recife, Pernambuco), em célebre trabalho literário intitulado Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.

Valorizando a cultura regional, Chico Cardoso e equipe instituíram concursos que se tornaram concorridíssimos, os quais abrangem de cordel a festival de sanfoneiros, interpretando a arte magistral do eterno Rei do Baião, sem falar de incentivo à produção textual através de crônicas e cartas, cujo enfoque tem sido dado ao universo gonzagueano.

Consciente de que para preservar tem que cultivar em grau exponencial, a direção do Parque Cultural O Rei do Baião tem fomentado de forma lógica e incondicional ênfase à relação direta entre a originalidade nordestina e as manifestações culturais destacadas nos eventos anuais que são realizados com a finalidade de assinalar a importância da identidade cultural regional através da inspiração no legado do Rei do Baião.

Contribuir para que o verdadeiro reconhecimento nordestino não seja destruído pelas exigências da pós-modernidade marcada pelo advento fantástico da era assinalada pela revolução técnico-científico-informacion al que exige dilapidação e desorganização de culturas originais, um dos fundamentos da globalização, tornou-se um dos motivos de existência do Parque Cultural O Rei do Baião, principalmente quando crise de valores atinge de forma avassaladora todos os quadrantes da nave espacial conhecida como planeta Terra.

José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-Adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

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SEM-FUTURO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A mudança é a lei da vida. E aqueles que confiam somente no passado ou no presente estão destinados a perder o futuro.” (John Kennedy)

A reforma da previdência é necessária e urgente para garantir os benefícios dos contribuintes passados, presentes e futuros. Infelizmente não é assim que vê a oposição populista – autodenominada “socialista”. Os sem-futuro.

É claro que para os estudiosos do problema, que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir não creem no alardeado “rombo na Previdência”. Os que assim consideram escondem a massa de devedores da dupla contribuição, dívida que chega a trilhões. Estão aí, entre os maiores, com bilhões de reais caloteados, a massa falida da Varig e a JBS/Friboi, onde a Famiglia Lula da Silva tem interesses.

Os sem-futuro, na maioria “parasitas do dinheiro público” como se refere um editorial do Estadão, fazem de tudo para contaminar as reformas. A pelegagem se mostra hostil, incapaz de assumir responsabilidades. Entre eles se apresenta o pelegão Paulinho da Força, dono do partido fisiológico Solidariedade.

Há nos demais partidos – para não falar da esquerda bolivariana, PT e seus puxadinhos – parlamentares que, por demagogia, se mostram “defensores” dos contribuintes, sem levar em conta a realidade.

Entretanto, cobradas as dívidas, que é uma exigência nacional, o projeto traz medidas positivas nas regras de transição e a proposta de que os benefícios se desliguem da referência com o salário mínimo.

É preciso destacar, particularmente, a conjuntura de que a população brasileira está vivendo mais, com mais idosos do que no século passado. Uma conquista maravilhosa que deve ser acompanhada de garantias vindouras, já que as novas gerações que sustentam o espólio previdenciário, diminuem.

Uma verdade incontestável é que os governos dos três níveis, federal, estadual e municipal, nunca levaram a sério o fundo previdenciário, usando-o a seu bel prazer e distribuindo benesses a torto e direito.

Veja-se que a União se responsabiliza por privilégios colonialistas, atendendo políticos, com aposentadorias e pensões absurdas e militares, que mantêm vantagens próprias diferenciadas dos demais. Os Estados gastam inexplicavelmente R$ 35,8 milhões por ano com pensões de ex-governadores e viúvas.

Com esta constatação é fácil provar que a soma dos calotes com os disparatados privilégios para algumas categorias, que existe um “rombo”; um enganoso argumento dos que resistem às reformas.

Outras deduções ilusórias dos sem-futuro, está na diferenciação de gênero, distinguindo a mulher trabalhadora – que já goza de vários benefícios – do homem trabalhador, usando a “dupla jornada” (no trabalho externo e na moradia) como se atualmente os homens, em grande parte, também não se submetessem a este expediente.

É preciso que tenhamos a obrigação de olhar para o porvir. Não é o destino que vai construir a base previdenciária para atender quem contribui durante anos como garantia de uma velhice tranquila.

Sei, e não me sinto solitário, que tais considerações não agradam a muitas pessoas, mas é preciso que alguém fale e diga tudo para garantir que os contribuintes obtenham o direito adquirido da aposentadoria integral.

E isto não ocorrerá sendo negada a Previdência aos que têm direito, se forem mantidos privilégios que favorecem aqueles que são “mais iguais do que os outros”…

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Walter Alves afirma que Reforma da Previdência precisa de mudanças para ser aprovada

Durante entrevista concedida a uma emissora de TV, na tarde de hoje (15), em Brasília-DF, o deputado federal Walter Alves (PMDB-RN) afirmou que votará contra o atual projeto de Reforma da Previdência encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional. De acordo com o parlamentar, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016) precisa ser amplamente discutida e reformulada para que seja aprovada.

“Do jeito que o projeto está, eu votarei contra. É necessária uma ampla discussão, efetuar ajustes e rever algumas regras, entre elas, a de transição e o caso dos trabalhadores rurais. Minha posição é contrária à reforma como chegou ao Congresso”, disse Walter Alves.

De acordo com a reforma apresentada pelo governo, os chamados segurados especiais, que inclui agricultores familiares, passariam a seguir a mesma regra de idade mínima dos segurados urbanos. Atualmente, eles podem se aposentar com idade reduzida. “A reforma é necessária, mas não da forma como está. O governo precisa efetuar mudanças para que nosso voto seja favorável ao projeto”, informou Walter Alves.

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Gustavo Carvalho requer microcrédito para empreendedores do Trairi e Potengi

Requerimento do deputado Gustavo Carvalho (PSDB) apresentado na Assembleia Legislativa solicita que o Governo do Estado leve o programa Microcrédito do Empreendedor para os municípios de Tangará e São Tomé.

O programa tem como meta apoiar o empreendedorismo potiguar, fomentando a economia do Estado através da concessão de crédito, dando apoio para que o trabalhador individual possa se estruturar.

De acordo com Gustavo, a solicitação visa à melhoria de vida da população trabalhadora e empreendedora desses municípios, buscando a inserção dessas pessoas no mercado de produção de bens e serviços nos diferentes setores da economia.

Marcelino Vieira

Gustavo Carvalho também solicitou ao Governo a realização do projeto Vila Cidadã no município de Marcelino Vieira, alto oeste potiguar.

“Os serviços oferecidos no Vila Cidadã beneficiará a população do município na emissão de identidade, cpf, carteira de trabalho, entre outros serviços. Além de proporcionar um dia de lazer para as crianças e as famílias”, afirma o parlamentar.

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Corregedoria: Conexão Direta tem edições nas comarcas de Martins, Umarizal e Apodi


A Corregedoria Geral de Justiça dá continuidade hoje (15) ao ciclo de audiências públicas dentro do projeto “Conexão Direta”. O evento ocorre às 17h, na Câmara Municipal de Martins. Esta é a oitava audiência pública realizada pela CGJ. O objetivo é ouvir a população, usuários da Justiça e operadores do Direito para discutir o aprimoramento das atividades do Poder Judiciário potiguar.

A proposta do Conexão Direta é promover o acesso e a melhoria da comunicação entre a população e o Judiciário nas comarcas do Estado. “A audiência pública é um meio democrático em que, por meio do dissenso entre os participantes, colhem-se opiniões, críticas, sugestões e informações acerca de temas de relevante interesse, além de ser elemento indispensável à compreensão da realidade social, aproveitada como subsídio para a elaboração de estratégias de ação”, avalia a corregedora geral de Justiça, desembargadora Maria Zeneide Bezerra.

Próximas edições

Na quinta-feira (16) o projeto Conexão Direta chega a comarca de Umarizal, às 14h, no auditório da Câmara Municipal. Na sexta-feira (17), a comarca visitada será Apodi, às 11h, no Fórum Des. Newton Pinto.

O ciclo de março será encerrado com audiências na comarca de Areia Branca, no dia 20, às 14h, no auditório da Câmara Municipal; e na comarca de Upanema, no dia 21, às 11h.

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G1RN – Presos ganham dinheiro e reduzem pena com produção de vassouras

‘Varrendo a violência, empregando a paz’ funciona no CDP de Apodi, no RN.
Fábrica custou R$ 1 mil; oito presos trabalham no local.

Fernanda ZauliDo G1 RN

Presos trabalham na produção de vassouras no CDP de Apodi e reduzem pena (Foto: Márcio Moraes)
Presos trabalham na produção de vassouras no CDP de Apodi e reduzem pena (Foto: Márcio Moraes)

Ao invés do ócio, o trabalho. Ao invés do isolamento, o convívio com outros presos. É dessa forma que o projeto ‘Varrendo a violência, empregando a paz’ pretende ressocializar presos no Centro de Detenção Provisória de Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte. A unidade instalou uma fábrica de vassouras para os presos trabalharem. Além da ocupação, os detentos ganham parte do dinheiro da venda das vassouras e a remissão de um dia da pena para cada três dias trabalhados.

“Estou trabalhando, ajudo minha família e ainda reduzo minha pena. É muito melhor do que passar o dia todo dentro de uma cela sem fazer nada”, diz Antônio Benildo de Oliveira, de 44 anos, preso por homicídio.

Para cada três dias de trabalho, presos diminuem um dia da pena (Foto: Márcio Moraes)
Para cada três dias de trabalho, presos diminuem um dia da pena (Foto: Márcio Moraes)

A instalação da fábrica custou R$ 700 e a compra do material para a produção das vassouras mais R$ 300. Ao todo, oito presos trabalham no projeto: seis do regime fechado produzem as vassouras com garrafas pet e outros dois detentos do regime semiaberto vendem o produto nas ruas da cidade.

“Queremos ampliar o projeto, comprar outra máquina para que mais presos possam trabalhar. O trabalho faz bem a eles, eles se sentem úteis. O gasto que a gente teve é tão pequeno e o projeto tem um alcance tão com a ressocialização desses presos”, disse Márcio Moraes, diretor do CDP de Apodi.

A unidade prisional tem capacidade para 80 detentos e atualmente tem 60 presos do regime fechado e 10 do semiaberto. “Não temos registro de rebeliões e fugas aqui no CDP”, diz Moraes.

Além da fábrica de vassouras, os presos da unidade trabalham em obras, limpeza de escolas e hospitais, e na manutenção do próprio CDP. Foram eles que construíram o centro cirúrgico da maternidade Claudina Pinto, principal unidade de atendimento á saúde da mulher do município de Apodi.

Antônio Benildo de Oliveira foi um dos que atuou na obra da maternidade. Ele já cumpriu 3 anos e 3 meses e tem mais de 300 dias de remissão de pena por dias trabalhados. “É muito melhor a pessoa estar trabalhando do que com a cabeça vazia. Se em todo canto fosse assim, não tinha essas rebeliões, essas desgraças todas que a gente vê nos presídios”, disse.

CDP construído pelos presos
O trabalho é uma constante dentro do CDP de Apodi. Em 2015 foi inaugurado o novo prédio do CDP que foi construído pelos própios presos. A obra custou R$ 150 mil, dos quais R$ 110 mil foram pagos pela Comarca de Apodi por meio da arrecadação de penas pecuniárias – multas aplicadas nos processos. O Ministério Público entrou com o projeto arquitetônico e os demais apoiadores contribuíram com cimento, tubos de aço, tijolos, telhas, equipamentos e uma cisterna com capacidade para 16 mil litros. A mão-de-obra incluiu dez presos, que trabalharam como pedreiros e serventes de pedreiro.

Presos ajudaram a construir o Centro de Detenção de Apodi, no RN (Foto: Felipe Gibson/G1)
Presos ajudaram a construir o Centro de Detenção de Apodi, no RN (Foto: Felipe Gibson/G1)
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